terça-feira, 16 de setembro de 2008

Sem Fuga

Fugindo da tua lembrança
Afundo o corpo em colchões finos
Jogados sobre o chão dessa sala
Cujas janelas fechadas encobrem insanos

Fugindo da tua lembrança
Desligo a mente pensativa
Fica o corpo, animal antigo
Na procriação protegida

Fugindo da tua lembrança
Faço a música cobri as paredes
Varro a poeira por debaixo da porta
Dobro os lençóis

Fugindo da tua lembrança
Acabo indo em direção ao passado
Desenterro imagens
E no fim, não há como fugir.

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