Dei-me todas as chances de desistir de tua boca sobre meus lábios embriagados de sonhos
Perdidos no amanhecer de uma quarta-feira, que pode ser de cinzas ou pode ser de fogo
Dei-me todas as chances de trilhar um caminho seguro
Mas decidi pular nesse precipício sem fundo
E sentir o suor escorrendo quando meu olho encontra o teu
Dei-me todas as chances para fechar a porta
E fugi de casa à procura de tua alma
Que foi embora sem marcar no meu relógio o dia e a hora de sua volta
Dei-me todas as chances de gritar aos quatro ventos
Enchendo de ar estes pulmões
Mas acabei escrevendo algumas linhas de uma história que já foi contada
E esquecida por meio mundo e lembrada na minha e na tua rua
Dei-me toda as chances de olhar pro outro lado
De esquecer a beleza do teu rosto
A leveza do teu corpo
E a doçura da tua voz
E ao invés de ser “eu” quis ser “nós”.
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