Hoje terás todas as lágrimas
Terás direito a toda dor
Repentina filha da saudade
Nascida do inesperando
Que durará todo o tempo
De um dia, de uma noite
Das horas que precisa
Para deixar de buscar entender
A ida no meio da madrugada
Enquanto estavas em meio ao sono
Ingênua a espera do dia seguinte
De mais um contínuo
Para se aprofundar
domingo, 20 de setembro de 2009
Brevidade
Guiaste-me de volta a mim
Enquanto trazia a tua vida ao meu encontro
Encontrei em tuas palavras as minhas
E devolvi a meus olhos todas as certezas
De quem sou, do que me fez até aqui chegar
Ficou o caminho marcado pelas lágrimas
Repentinas e sinceras respondendo ao adeus
E tentanto lavar os olhos
Até descobrir onde o final começou
E aquelas músicas já não serão mais as mesmas
E aqueles dias serão infinitos
Tão breves, tão significativos
Deixando grandes marcas em mim
Enquanto trazia a tua vida ao meu encontro
Encontrei em tuas palavras as minhas
E devolvi a meus olhos todas as certezas
De quem sou, do que me fez até aqui chegar
Ficou o caminho marcado pelas lágrimas
Repentinas e sinceras respondendo ao adeus
E tentanto lavar os olhos
Até descobrir onde o final começou
E aquelas músicas já não serão mais as mesmas
E aqueles dias serão infinitos
Tão breves, tão significativos
Deixando grandes marcas em mim
sábado, 19 de setembro de 2009
Memória
Fique o tempo suficente deste lado
Para que queira esquecê-lo
Passar noites criando formulas
A fim de bani-lo do sono
Buscando torna-lo invesível
Tentando tornar insensível
A linha fina que ficou
Mapa do caminho com destino traçado
E mesmo assim, nem sabe onde chegou
Para que queira esquecê-lo
Passar noites criando formulas
A fim de bani-lo do sono
Buscando torna-lo invesível
Tentando tornar insensível
A linha fina que ficou
Mapa do caminho com destino traçado
E mesmo assim, nem sabe onde chegou
Aliança
Ame, até que teu ar esgote
Até que não reste nada de hoje
Até que teu coração pare
Deixando o fruto de tanta entrega
Ame, até cegar
Para vês diantes de ti apenas teu bem querer
Resguardado na tua retina ainda viva
A refletir os beijos demorados
Ame, até suar
Com o corpo coberto de sal
Tornando o duplo um só
Entre os ponteiros que giram
Ame, até transbordar
Deixando marcas nos caminhos
Pegadas para os que passam
Elas, em formato de aliança.
Até que não reste nada de hoje
Até que teu coração pare
Deixando o fruto de tanta entrega
Ame, até cegar
Para vês diantes de ti apenas teu bem querer
Resguardado na tua retina ainda viva
A refletir os beijos demorados
Ame, até suar
Com o corpo coberto de sal
Tornando o duplo um só
Entre os ponteiros que giram
Ame, até transbordar
Deixando marcas nos caminhos
Pegadas para os que passam
Elas, em formato de aliança.
Palavras ocas
Suas palavras são ocas
Além de tudo são toscas
E nada capaz de fazer
Se revelam insignificantes
Esquecidas no mesmo instante
Que você as tenta dizer
São todas abafadas
Enterradas sob as cordas de violinos
Que pulsam aos lado de tambores
Impossives de levar-me onde queres
Deixar o corpo emergir no calor
O sangue nao ferver
A pele não pede
O desejo não cresce
Você aqui nada deixou
Além de tudo são toscas
E nada capaz de fazer
Se revelam insignificantes
Esquecidas no mesmo instante
Que você as tenta dizer
São todas abafadas
Enterradas sob as cordas de violinos
Que pulsam aos lado de tambores
Impossives de levar-me onde queres
Deixar o corpo emergir no calor
O sangue nao ferver
A pele não pede
O desejo não cresce
Você aqui nada deixou
Infinito
Quero dizer que te amo
Mas você ainda nao chegou
Deixo portas e janelas abertas
Quem saber teu perfume chega antes
E me avisa que estás perto
Colocarei o mais belo vestido
Os pés ficaram descalços
Sentindo -me firme no chão
Pra sentir tudo real
Vou dizer que te amo
Na esperança do infinito
Mas você ainda nao chegou
Deixo portas e janelas abertas
Quem saber teu perfume chega antes
E me avisa que estás perto
Colocarei o mais belo vestido
Os pés ficaram descalços
Sentindo -me firme no chão
Pra sentir tudo real
Vou dizer que te amo
Na esperança do infinito
Rodovia
Apague as luzes da rodovia
Mais um corpo inerte
O sangue irriga a capim seco
Machucando o olhar de quem passa
Doloroso momento dos que ficam
Trepassados pela certeza do silêncio
Das lágrimas devorando rostos
Ainda desconhecedores da ida
Do que seguia rápido
Em direção ao peito amado
E agora, não há mais como chegar
Mais um corpo inerte
O sangue irriga a capim seco
Machucando o olhar de quem passa
Doloroso momento dos que ficam
Trepassados pela certeza do silêncio
Das lágrimas devorando rostos
Ainda desconhecedores da ida
Do que seguia rápido
Em direção ao peito amado
E agora, não há mais como chegar
Distantes
Serão vagas lembranças
Presas em um mundo étereo
Quem são vocês?
A procura do meu íntimo
Tão distantes e desconhecidos
Sentido apenas a superficie das palavras
Não sabem onde chego
Nem nunca me tocaram profundamente
Pois não o querem
Buscam calor em vocês mesmos
Enquanto leem números
Respostas
E no final, esquecem como eu
Presas em um mundo étereo
Quem são vocês?
A procura do meu íntimo
Tão distantes e desconhecidos
Sentido apenas a superficie das palavras
Não sabem onde chego
Nem nunca me tocaram profundamente
Pois não o querem
Buscam calor em vocês mesmos
Enquanto leem números
Respostas
E no final, esquecem como eu
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