domingo, 1 de fevereiro de 2009

Nostalgia

Quanto te vejo há contentamento
Uma volta aos dias singelos
Mas não surgem sorrisos
Ao sentir esse bem-querer
Existem estradas em cima de relógios
Ponteiros em direção ao impossível
Enquanto lá fora escurece
Sem mensagens tuas
Levemente o frio passar pelas frestas
Mesmo quando as cortinas se fecham
Pesadas, escondendo o vazio
Preso, nas paredes sem cor.

Perpetuar

Todos os beijos
Signos dos novos filhos
Guardados num involucro rosa
Debaixo da cintura magra
Acima dos pés finos
Excercem força no inteiro
Porta aberta pra o outro
Com sua adaga de sangue
Arma do perpetuo
Com suas pegadas
Há cheiro de eterno

Ressussitar

Os outros atravessam espaços
E sao teus limites
Insistem no que não és
Sabendo te querer em seus espelhos
Hoje opacos quando há luz do sol
Ressussitando o corpo noctívago
Escravo e senhor do feminino
De bocas silenciosas em salas vazias

Reticências

retas...reticências..
sem essência ..segue cedo...
e deixa recado: avisa pro passado que parti